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Introdução
Entre
mais de 6.000.000.000 (6 bilhões) de
pessoas na superfície da Terra, apenas
alguns, cerca de 400 representantes da humanidade,
conseguiram chegar ao espaço e puderam
ver o nosso Planeta e o firmamento em todo
o seu esplendor.
Marcos
Pontes está entre essas poucas pessoas.
O Brasil, com seus 180 milhões de habitantes,
possui apenas um astronauta.
Ele é também o primeiro e único
astronauta profissional de nacionalidade de
um país do hemisfério sul do
planeta, assim como o único astronauta
de língua portuguesa.
Um
sujeito simples, humilde e dedicado. Uma pessoa
que, por trás da paciência e
da delicadeza natural na voz e no trato com
todas as pessoas, traz a força, a determinação
e a sabedoria daqueles que viveram o extraordinário
e por seus méritos e feitos já
fazem parte da história da humanidade.
Não há mais nada a provar, apenas
compartilhar.
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Mas
tudo começou há muito tempo
atrás...
A
idéia de se tornar astronauta era antiga.
Segundo o seu irmão, Luiz Carlos, quando
o astronauta Marcos Pontes assistiu a chegada
do homem à Lua pela primeira vez ele
não acreditou. Depois da explicação
do irmão Luiz Carlos, Marcos, que na
época tinha apenas 6 anos, disse: “Se
ele conseguiu chegar lá, um dia eu
também vou para o espaço!”
Aí quem não acreditou foi o
seu irmão!

Muitos
anos se passaram desde aquele dia na rua Comendador
Leite em Bauru. Marcos foi adquirindo o conhecimento
técnico e operacional necessários
não só para a sua carreira de
piloto e engenheiro, mas, de forma interessante,
também construiu uma carreira que tinha
exatamente todos as características
mais apropriadas para a função
de astronauta. Quando perguntado sobre isso,
costuma dizer que foi coincidência,
mas quem conhece a fundo o comportamento estratégico
do astronauta brasileiro afirma que ele certamente
já previa essa possibilidade.
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Logicamente, uma carreira
de astronauta precisa de uma base extremamente
sólida nas áreas da pesquisa
e habilidades operacionais.
Normalmente o que vemos
na TV é apenas a parte “lúdica”
do astronauta de branco, flutuando no espaço.
Frequentemente as pessoas
esquecem que dentro daquela roupa de astronauta
está um profissional de enorme destaque
e experiência nas suas áreas
de atuação profissional de
base: no caso do nosso astronauta, nas áreas
de pilotagem, treinamento, segurança
e engenharia.
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A
chance de conquistar o seu sonho de se tornar
um astronauta surgiu em 1998, após
o Brasil ingressar como participante do
Programa da Estação Espacial
Internacional com outros 15 países
de peso nas áreas da pesquisa aplicada
e no mercado de alta tecnologia espacial.

Pontes
foi selecionado entre muitos candidatos
excelentes por um concurso público
de edital com âmbito nacional em maio
de 1998. Recebeu assim em suas mãos
uma grande missão nacional: levar
a bandeira do Brasil ao espaço pela
primeira vez nas mãos de um brasileiro,
mesmo com o sacrifício da própria
vida, se fosse necessário.
Ele recebeu essa missão como sempre
fez em sua carreira, com grande dignidade
e responsabilidade. O Brasil estava certo
e tranquilo. Uma vez que ele aceitou a missão,
a bandeira iria chegar ao espaço,
com a certeza de uma determinação
e persistência inabaláveis
que forjaram toda a sua trajetória
vitoriosa de vida.

O então Piloto Militar
Pontes teve de efetivamente abandonar a
sua carreira militar para se dedicar exclusivamente
às funções civis de
astronauta.
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Seguiu para a NASA em Houston,
Texas, para integrar a turma 17 de astronautas.
Formou-se em dezembro de 2000 como um dos
primeiros de sua classe e se tornou, oficialmente,
o Primeiro Astronauta Profissional Brasileiro.
Os anos que se seguiram
foram de grande angústia. A grande
maioria das pessoas teria desistido da missão.
O astronauta brasileiro
nunca desanimou. A participação
brasileira na ISS foi quase destruída
e perdida pela administração
no Brasil.
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O
astronauta usou de todas as suas habilidades
gerenciais, diplomáticas, carisma
e capacidade intelectual para mantê-la
viva.

Finalmente, em 2005, a Agência
Espacial Brasileira, resolveu criar a Missão
Centenário, para levar experimentos
Brasileiros para o ambiente de microgravidade.
Convidou o único astronauta qualificado
do Brasil para tripulá-la. Marcos
Pontes ainda teria que passar por intensos
testes e treinamentos na Rússia para
conseguir provar sua capacidade de participar
da missão.
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Caso
falhasse, a Missão Centenário
teria sido tripulada pelo Cosmonauta Russo
Sergei Volkov.
Mas o Astronauta Brasileiro venceu mais
esse desafio e cumpriu a sua missão
para o Brasil. A bandeira brasileira chegou
ao espaço!
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Atualmente...
O
primeiro e único astronauta brasileiro
continua à disposição
do Brasil para a realização
de outros vôos espaciais, enquanto
também desenvolve atividades nas
áreas de tecnologia e de treinamento,
nos setores público e privado, contribuindo
para o desenvolvimento técnico-científico
e para a motivação pessoal
e o treinamento de milhares de profissionais
em organizações e empresas
em todo o Brasil.
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| Formação
O
astronauta Pontes possui os seguintes cursos da atividade
operacional: |
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Curso
de Formação de Astronautas
NASA Johnson Space Center
Houston, TX, USA
Treinamento
de Sobrevivência na Selva
US Navy Seals Survival Training Team
Maine, USA
Treinamento
de Sobrevivência na Água
US Navy Survival Training Team
Pensacola, FL, USA
Treinamento
de Medicina de Emergência
NASA Johnson Space Center Flight Medicine Clinic
Houston, TX, USA
Treinamento
de Geologia – Análise e Coleta
NASA Johnson Space Center
Taos, NM, USA
Treinamento
de Scuba Diving Básico e Nitrox
NASA Johnson Space Center - NBL
Houston, TX, USA
Treinamento
Básico de Robótica – Operador de
Braço Remoto
NASA Johnson Space Center
Houston, TX, USA
Treinamento
de Atividade Extra-Veicular - EVA
NASA Johnson Space Center Flight Medicine Clinic
Houston, TX, USA
Treinamento
de Negociações Internacionais
NASA Johnson Space Center
Houston, TX, USA
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