
Instituição
paulistana contará até com uma sala especial para
ensinar a construir telescópios.
Uma
visita ao Planetário de São Paulo não é
a única forma de matar a curiosidade dos leigos em astronomia
sobre cometas, galáxias e planetas. A partir do mês
que vem, a Escola Municipal de Astrofísica Professor Aristóteles
Orsini de São Paulo, que foi fundada em 1961, será
reaberta, após um período de reformas. Palco do funcionamento
do primeiro radiotelescópio do Brasil, em 1965, a instituição
volta a oferecer uma série de cursos voltados aos curiosos
de diferentes idades.
A
escola foi criada após a demanda para o ensino de astronomia
surgida com a inauguração do Planetário Aristóteles
Orsini em 1957. Segundo o diretor dos Planetários de São
Paulo, André Luis da Silva, embora a escola tenha sido um
dos berços da astronomia no Brasil, seu foco não é
a pesquisa - e sim o ensino e divulgação de astronomia.
Ele
acredita que, futuramente, a escola poderá tornar-se ponto
de convergência de pesquisas de nível amador, uma vez
que a astronomia é uma das ciências que se utiliza
do esforço de não-profissionais para seu desenvolvimento.
"Até onde sabemos não há nenhuma outra
escola totalmente devotada ao ensino de Astronomia em toda a América
Latina", afirma.
Anualmente,
cerca de 600 alunos devem freqüentar os 33 cursos livres oferecidos
na escola. Silva esclarece, no entanto, que os alunos não
recebem titulação porque os cursos não têm
a intenção de ser profissionalizantes. Aos estudantes
que atingem nota e freqüência adequadas, é dado
um certificado.
A
Escola Municipal de Astrofísica e o Planetário fazem
parte de uma mesma instituição, os Planetários
de São Paulo. A diferença é que o Planetário
ensina a astronomia de forma mais "suave", com recursos
tecnológicos, dando ênfase à emoção
causada pela simulação do céu. Já a
escola educa de forma mais individualizada, por meio de seus cursos
e atividades.
Ex-aluno
da escola, João Batista Garcia Canalle fez um curso de astronomia
básica em 1978 e aponta a instituição como
referência no ensino da astronomia. "Cursei Física
na Oswaldo Cruz e foi naquela época que passei a me interessar
por astronomia e busquei a pós-graduação na
área", conta.
Atualmente,
Canalle coordena a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA),
competição voltada aos alunos de ensino fundamental
e médio de escolas públicas e particulares. "É
muito interessante que os estudantes tenham contato com os cursos
oferecidos pela Escola de Astrofísica. Algumas áreas
da astronomia são pedidas no vestibular", ressalta.
Novidades
Além
dos cursos, a reabertura da escola contará com uma nova sessão,
chamada O Céu de Todo Mundo, que vai reproduzir o céu
visto de vários países, além de mostrar a visão
de várias culturas a respeito dele, seus mitos e lendas.
Após a reforma, o espaço físico da escola vai
contar com três salas de aula e um auditório com 100
lugares. Haverá também uma sala especial para cursos
de construção de telescópios, espaço
para exposição e sala de leitura.
Matricule-se:
Até o dia 27, das 13 às 17 horas. Na Escola Municipal
de Astrofísica Prof. Aristóteles Orsini, Av. Pedro
Álvares Cabral, s/n.º - Portão 10 – Ibirapuera.
Ou pelo e-mail svmaescoladeastrofisica@prefeitura.sp.gov.br. Informe
endereço completo e CPF. Informações: (0xx11)
5575-5425
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