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Diretores
da Nasa aprovaram o ônibus espacial Discovery e uma tripulação
de sete pessoas para lançamento no sábado. O objetivo
da missão é instalar um laboratório de pesquisas
japonês na estação internacional, disseram autoridades
nesta quinta-feira.
A
decolagem está marcada para as 17h02 no horário local
(21h02 no GMT) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O
ônibus espacial levará um módulo de laboratório
do tamanho de um ônibus chamado Kibo, palavra japonesa que
quer dizer esperança.
"Nós
definitivamente teremos tempo bom", disse a meteorologista
da Aeronáutica Kathy Winters a jornalistas no Centro Espacial
Kennedy.
A
viagem de 14 dias será a última da Nasa até
o mês de novembro, porém, a agência programa
uma última missão com um ônibus espacial para
outubro para a manutenção do telescópio espacial
Hubble.
A
Nasa estabeleceu um prazo de dois anos para completar 11 vôos
espaciais antes de aposentar sua frota de três aeronaves.
"Este
é um passo crucial para a montagem completa do Kibo",
disse Yoshiyuki Hasegawa, que supervisiona o programa para a agência
de exploração aeroespacial do Japão, a JAXA.
A
Nasa entregou um armário e prateleiras de experimentos para
o Kibo durante sua última viagem em março. Uma missão
é planejada para o ano que vem para levar um pátio
externo, onde os experimentos podem ser expostos para o ambiente
aberto do espaço.
O
Japão ainda irá instalar um sistema de televisão
de alta-definicão e uma rede própria de satélites
para transmitir imagens e dados a partir e para a estação.
A
estação de 100 bilhões de dólares, projetada
por 16 nações, adquiriu um aspecto mais internacional
com a chegada do laboratório Columbus da agência espacial
européia em fevereiro.
Já
estavam a bordo componentes de propriedade da Rússia e dos
Estados Unidos e um elaborado sistema robótico construído
pela agência espacial canadense.
A
tripulação da Discovery inclui um novo engenheiro
de vôo para a estação, Gregory Chamitoff, que
substituirá Garrett Reisman.
Até
o ano que vem, a Nasa planeja transportar todos os tripulantes da
estação espacial nas cápsulas russas da Soyuz,
consolidando o caminho para o fim dos programas de ônibus
espaciais dos Estados Unidos em 2010.
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