CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA SERÁ O MAIS IMPORTANTE DA AL
Agência CT - DF

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) deverá se tornar o mais importante espaçoporto da América Latina até 2022. De acordo com o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT), Miguel Henze, a idéia é que partir CLA sejam realizados lançamentos nacionais e comerciais. Ainda segundo o presidente da Agência, o centro também poderá contribuir para a estruturação de pólos industriais, científicos e tecnológicos na região. Segundo Henze, o maior projeto do Governo Federal para a região Norte-Nordeste é a criação do Centro Espacial de Alcântara (CEA).

O presidente da AEB destaca que os investimentos e a estrutura que será instalada também vão contribuir para a geração de emprego, renda e para melhorias sócio-econômicas das comunidades locais. "A AEB tem como prazo 2022, ou seja, 14 anos. Essa é a meta da Agência e tem como base o planejamento estratégico e a autonomia da tecnologia espacial", disse. Miguel Henze esteve em São Luiz (MA), a convite da Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), para ministrar palestra sobre o programa espacial.

Henze explicou ao público formado por reitores, autoridades do estado, professores e estudantes a importância da existência de políticas voltadas para o desenvolvimento de tecnologia aeroespacial no Brasil e no mundo, e como o Maranhão se insere neste contexto. Em sua palestra, Henze destacou as principais características de um programa voltado para a realização de pesquisas na área espacial: a evolução constante, o uso de tecnologia avançada, o custo elevado para sua execução e o retorno ao longo prazo. "São necessários dez, quinze ou até vinte anos de investimentos para colher os resultados", ressaltou.

Para um país de dimensões continentais como o Brasil, segundo ele, a necessidade de ter e administrar de maneira satisfatória um Programa Espacial é ainda mais premente. Ainda de acordo com o presidente da agência, o programa espacial está relacionado a questões de gerenciamento e uso do solo agrícola e para pastagens, a identificação de focos de desflorestamento e queimadas, o monitoramento dos recursos hídricos e do clima, entre outras atividades que afetam diretamente o bem-estar econômico e social dos brasileiros.

Segundo Miguel Henze, tantas demandas requerem soluções espaciais, pois somente essas são capazes de abranger grandes áreas. Eis aí a necessidade de haver pesquisas que desenvolvam o geoposicionamento, a meteorologia e ciência e estudem a fundo as mudanças climáticas em solo nacional.

O palestrante discorreu também sobre a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, ressaltou seus objetivos que são o desenvolvimento econômico, social, segurança ambiental e a garantia da soberania nacional, e alertou: "É preciso criar e estruturar uma política industrial e é preciso também que o Estado assuma o papel de principal indutor do desenvolvimento espacial e colocá-lo como programa estratégico". Henze também reafirmou a importância de formar recursos humanos que executem todas essas atividades.


Fonte: Agência CT
Data: 18/03/2008